Memórias do Arraiá 2019 – O dançarino de SanJão

19 de julho de 2019

O fotógrafo e jornalista Jesser Oliveira fotografou o Arraiá Calça-Curta em preto e branco. Agora as fotos ganham narrativas nas mãos de escritores e escritoras calmonenses. Memórias do Arraiá 2019, um convite à cultura junina do município. A crônica de hoje, ‘O dançarino de SanJão’, foi escrita por Sávia Andrade. Boa leitura!

Por aqui, a tristeza vai ‘simbora’ quando a música ‘encarna’ na alma.
Aqui, somos felizes por NADA e por TUDO também! Por NADA, porque a tristeza não nos invade. Quando passa por aqui, é com som de uma bela música que espantamos o que nos assusta ou nos entristece, seja fome… seja a distância daqueles que por lugares longínquos não se fazem presentes em nossos encontros festivos!
Aqui, eu curto, nós curtimos, eles que chegam também podem curtir nosso ‘Sam João’. Os vultos que habitam na sombria existência do NADA, constroem, com encantamento, a história de nossa gente.
Nessa cena fotográfica, o trajar prega a resistência, o sorriso carimba todo encanto de quem, por nossa terra, andar, ou pelo menos se lembrar.
Na simplicidade desse vulto que saboreia nossa festa, parece paradoxal, tão límpida a alma que transborda a alegria, a gana, que essa folia junina contagia e traz consigo a harmonia entre a vida e a fantasia.
Aqui, de Flávio ao Velho Lua, nossas noites juninas são mais quentes, mais ricas de melodia.
Quem disse que AQUI não há voz que coloque em cena o brilho e toda energia de nossa juventude!?! De Zezo a Luzo, nossa forma de comemorar traz às noites de nossa festa um motivo para dançar agarradinho ou mesmo soltinho como a própria imagem revela.
Aqui, sabemos chutar os males que a vida nos prega. Terra de gente que, no ‘salão aberto da vida’, encontra o sabor do viver!
Viver feliz por nada e por tudo que em nossa terra, em nossa gente consegue encontrar.
Aqui, a música traz cenas inusitadas que chutam a tristeza daqui.
O cabra aí dança, retrata o que já virou lema: ‘Nem grande, nem rica, feliz…’ feliz por nada e por tudo.
Essa imagem traduz a sintonia que nossos encantos espalham em todos os cantos de nosso ‘arraiá’.
Aqui, seu boné, as mãos e o trajar do vulto em cena, registram a cortesia e o carinho de um povo festeiro e hospitaleiro. A perna ao levantar, chuta a tristeza pra lá, com os pés firmes no chão, assemelham-se a um bailarino que ‘lorde’ em pista de gelo, em palco todo enfeitado, desliza ou sapateia.
não basta apenas olhar, é preciso enxergar a ‘letra’ desse quadro emoldurado… xô tristeza, aqui você não faz moradia. Vamos a todos dizer que nosso lugar é seguro, que nosso abraço é caloroso, que mesmo as pessoas mais simples conseguem com seu gingado ‘falar’ de tamanha felicidade que nosso ‘Sam João’ traz para nossa FELIZ cidade.
Nesse festejo junino, nasce a simbologia da farra que nossa gente, nossa terra têm para encantar a quem nosso ‘arraiá’ visitar.

Título da foto: O dançarino de SanJão
Crônica: O dançarino de Sanjão, Sávia Andrade

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