Pedras de Minha Rua – Helenito Barreto Pinto

9 de novembro de 2018

Nome – Helenito Barreto Pinto
Nascido em 12 de setembro de 1932
Falecido em 31 de agosto de 2000

A crônica de hoje, que compõe o livro Pedras de Minha Rua, retrata a história de um homem de pouca estatura física, mas de uma grandiosidade como pessoa. Filho de Antônio Pinto Sobrinho (Seu Tota) e Sazia Barreto Pinto, veio da comunidade do Largo (Piritiba) para fixar residência em nossa Miguel Calmon. Casou-se com Teodolina Correia Pinto (Dona Iaiá), com quem teve os filhos: Juranilde, Shirlei, Junior, Dartecleia, Rejane, Jânio e Klein. Fazendeiro bem-sucedido, chamou a atenção dos políticos calmonenses que lançaram seu nome para candidato a prefeito. De origem humilde, disputou as eleições em 1970 com o seu adversário Dr. Almiro Liberato de Moura. Julgaram a sua capacidade de ganhar as eleições, por se tratar de um homem simples. Mas o “vaqueiro” venceu a disputa contra o “doutor”. O partido adversário não se preocupava com a campanha, enquanto ele, com jeito carismático, visitava a todos sem distinção de cor, raça ou religião. Ia até às casas dos adversários para tomar um cafezinho, à beira dos fogões de lenha. Nas casas humildes por onde passava, conversava, tomava café e pedia o seu voto. Assim, foi eleito! Governou apenas por dois anos, devido à mudança eleitoral que ocorrera na época. Seu governo foi marcado por duas grandes obras, que aqui, faço questão de contar! Na época, Miguel Calmon timidamente crescia… chegava a hora de abandonar os velhos geradores de eletricidade da CERNE e apagar os candeeiros… o progresso chegava à nossa terra, avassalador, rompendo tradições, atrapalhando os encontros românticos… A luz de Paulo Afonso chegava à nossa cidade… sonho dourado de tanta gente. E agora o que seria da nossa Miguel Calmon com a nova iluminação elétrica? “Ah, maravilhosa conquista!” – diziam os defensores do modernismo… “Uma profunda tristeza!” – diziam os nossos seresteiros de plantão. De fato, como falar de amor, com tanta claridade? Como seriam as serenatas, sem a majestosa luz de prata no céu? E assim, gerava-se uma expectativa conflitante: de um lado, alegria dos políticos pela conquista, do outro a contagem regressiva para o fim do romantismo à luz da lua. Estava aí a primeira grande obra de Helenito Barreto Pinto – a LUZ DE PAULO AFONSO. A outra grande obra está cravada no solo dessa terra e nos corações de nossa gente: O Polivalente ou, simplesmente, Poli – como chamamos carinhosamente – uma escola de muitas tradições, vasta cultura e valiosa importância, que caminha para completar 50 anos na história da educação calmonense. Um espaço educativo que teve como primeiros mestres grandes nomes da educação, a exemplo de Nunes, Valmira, Dondon, Ninfa, Alfredo, Tania, Isa, Socorro, Vilma, Nelia Suely, Mota, Marlinda, Paulão, Bené, Celestino e tantos outros, todos responsáveis pela formação de muitos dos nossos profissionais e cidadãos calmonenses. Mas voltemos a falar do nosso grande Helenito. Envolvido cada vez mais no universo da política, se candidatou novamente a prefeito de nossa cidade. Dessa vez, contra Ronan Mota. Foi uma campanha de muita rivalidade, mas cheia de criatividade, com muita música e muita história, guardadas para sempre nas lembranças políticas dos saudosistas calmonenses. Nas caminhadas pelas ruas, lá vinha seu Hélio Valois do Arroz, a dizer em alto e bom som: – É Abeia! É Abeia! Isso mesmo, o grupo político de Helenito era apelidado de Abelha. Pense numa campanha pra lá de animada… até trouxeram Dadá, a esposa de Curisco, para influenciar nos resultados, mas não teve jeito… Ronan venceu a eleição. Hoje só temos a agradecer a esse ilustre homem simples, o vaqueiro visionário, que contribuiu de forma significativa para alavancar o progresso de nossa terra. Seu nome fica eternizado na rua que fica localizada em frente ao Polivalente até o asfalto, saindo para Piritiba.

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