Presépio

7 de dezembro de 2018

“Fazer presépios é unir mundos”. O mundo animal, os homens e o
mundo mineral (pedras e presentes) se unem na contemplação do
nascimento de Jesus

O presépio é o principal símbolo visual do Natal. É muito mais importante do que a árvore de Natal, do que o Papai Noel… Simboliza o momento e o ambiente em que Jesus Cristo nasceu. É sabido que o primeiro presépio foi montado no ano de 1223, no Natal, por São Francisco de Assis, com a autorização do papa. Feito em argila na floresta de Greccio, na Itália, e a ideia era montar para explicar de forma mais simples o que era e qual o significado do nascimento de Jesus Cristo.

A partir do século XVIII, essa tradição tomou conta da Europa e de outras regiões do mundo, e
então as famílias passaram a ter presépios dentro de casa.

Por aqui, há algumas décadas, calmonenses mantinham a tradição de montar a “lapinha” com adornos e enfeites extraídos da natureza (pedras, musgos, sempre-vivas (chuveirinhos), areia branca, a qual era vendida por uma senhorinha que transportava no lombo de um jegue ou uma mula, não consigo lembrar com exatidão), animais feitos de argila e outros objetos que eram adquiridos no comércio local. A mais famosa era a de Dona Urânia. Quando criança, esperava ansiosa a chegada do Natal, mais precisamente a noite do dia 24. O ritual era passar na Praça Lauro de Freitas, comprar a Cestinha de Natal, na Feira Chique, e, em seguida, deslocar-se até a casa de Dona Urânia para contemplar a sua Lapinha. Olhava atentamente cada detalhe daquele enorme presépio. Ainda está presente em minha memória alguns destes detalhes… Era fascinante aquele cenário montado em um dos quartos de sua residência. Meus olhos pueris brilhavam… A paixão por presépios veio daí. Era fascinante!!!

A fase adulta chegou… Os presépios foram desaparecendo das casas calmonenses… Assim como o Bumba-meu-boi… Morria de medo!! Agarrava à mão de um adulto para acompanhá-lo. Quando o Boi partia em minha direção, saía em disparada… Casei e passei a decorar a minha casa com um singelo presépio composto apenas com a Sagrada Família e uns poucos animais. Montava-o sobre um móvel que ficava na sala. Não tinha espaço para fazer um grande como o que vinha da minha memória de infância… Em dezembro de 2005, passei a montar um presépio maior. Com mais espaço, desta vez na garagem, comecei a ampliar o cenário. No início, na montagem do cenário, utilizava vegetação natural, oriunda da serra, era adquirida na feira livre local. Pouco tempo depois, tornou-se proibido a comercialização desta vegetação. Tornando-se quase impossível a manutenção da tradição da montagem do presépio. Diante disso, comecei a utilizar graminhas e flores artificiais, casca de pau e musgos que são comercializados em lojas de decoração. O presépio foi crescendo… Peças foram sendo adquiridas… Em cada lugar que vou, procuro comprar uma pecinha para compô-lo. Meu presépio é composto por lembranças… A cada ano, uma novidade vai sendo acrescentada. A garotada adora. Muitos adultos também.
É muito importante a manutenção da tradição da montagem de presépio. Ele nos remete ao verdadeiro sentido do Natal: o nascimento de Jesus Cristo. Simboliza o momento e o ambiente
em que Jesus Cristo nasceu.

Que cada um de nós sejamos guardiões desta tradição. Monte um presépio! Não deixe esta
tradição morrer.

Sandra Coutinho – Professora do Colégio Estadual Polivalente de Miguel Calmon e Advogada

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