Pedras de Minha Rua

7 de setembro de 2018

Aristeu Rios tinha apenas o curso primário, mas foi um grande comerciante das terras de Canabrava – vendia remédios naturais, tecidos e cereais. Pertencia à família Rios, vindo de Riachão do Jacuípe. Sua mãe chamava-se Justina da Encarnação Rios, seus irmãos – José e Josefa. Casou-se com Maria Miranda, com quem teve os filhos: Áurio Antônio, Aristeu Filho (Teteu), Astéria, Águida, Adriana, Adelice, Emanoel, Alaíde, Aquilina e Aristina, família numerosa, motivo para diversão e muita festa. Aristeu era muito religioso e frequentava a igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição aqui em Miguel Calmon. Nas missas, sua família tinha um banco especial. Todos os domingos, saía do bairro do Arroz, onde morava, com todos os familiares para igreja, era um verdadeiro cortejo familiar, pelo número de filhos que tinha. Em 1928, construiu no bairro do Arroz um enorme casarão, com uma área externa que abrigava um delicioso pomar – as pinhas se derretiam nas mãos de quem as pegava, as mangas adoçavam o paladar das crianças e as flores davam um perfume todo especial àquele belo casarão. Por gostar muito de festas, frequentemente promovia em sua própria casa eventos festivos para seus familiares e convidados especiais. Foi membro da maçonaria, mas com o passar do tempo pediu seu desligamento dessa sociedade. Tinha um costume interessante – todas as segundas-feiras, dia em que ele tinha menos atividades, saía de casa para dar esmolas àqueles menos favorecidos. O tempo passou, todos os seus filhos foram embora, seguiram seus destinos, ficando ali no bairro do Arroz o pomposo casarão, com suas belas arcadas e janelas, exaltando o charme e a elegância da arquitetura daquela época. Sua fachada já foi capa de livro e hoje é um símbolo cultural das terras calmonenses. Por muito tempo abandonado, alimentou crenças de ser mal-assombrado – dizem as lendas que já viram até bode preto no telhado, lá pelas meias noites. Aristeu Rios, nome da principal rua do bairro do Arroz, bairro responsável pela fabricação de tijolos e telhas de quase todas as construções de nossa cidade, é mais um nome que compõe as crônicas Pedras de Minha Rua.

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